15/03/2009

Respostas

Por que será que a gente gosta de algumas pessoas, mas não suporta alguns defeitos que ela tem?

Será que consigo ser amiga de alguém que me incomoda?

Será que aquela teoria que diz que a gente não gosta nos outros exatamente o que a gente mais faz de errado, é verdadeira?

Será que um dia a gente consegue mudar e aceitar conviver com quem a gente gosta, sem ter que abdicar de nosso ponto de vista?

Affe...

Coração vazio, oficina da dúvida!

23/01/2009

O entretenimento que motiva


Nem todo mundo sabe, mas eu sou completamente viciada em Big Brother.
Tá tá tá... xinguem litros! Mas fazer o que?

Eu sempre gostei do formato do programa e acredito firmemente que há possibilidade de aprendizado na observação do comportamento humano, principalmente quando colocado sob pressão e ócio.

Muitos alegam que a alienação da massa é prejudicial, mas quem nunca ponderou acerca das atitudes de outrem?
Aliás, o que fazem os comunicadores deste país, quiçá deste planeta, além de ficar à espreita do comportamento alheio e assim gerar produtos a serem consumidos?
Será mesmo que aqueles que tanto apregoam o fim da era dos observadores da vida real, já se deram conta do quanto esta experiência pode ser benéfica para o autoconhecimento e para a análise do dia-dia?

Do meu ponto de vista, eu consigo ver algo que, talvez, os ferrenhos críticos deste tipo de programa não enxergam, pois além do que já foi dito, eu visualizo o Big Brother como um programa que me proporciona fazer uma analogia com o mundo corporativo, visto que desde que o mundo é mundo vivemos numa selva profissional, onde os que sabem se impor, traçar estratégias, cativar as pessoas e ser mais competentes, vencem.

Fora o convívio forçado à que somos submetidos dia após dia, muitas vezes com pessoas que não gostamos e que por força das situações, como a de ter um salário para pagar as contas e conseguir sobreviver ao mundo capitalista em que vivemos, somos obrigados a suportar.

Se num Big Brother eles estão lá para serem expostos aos olhos de um público que não os conhece e sequer tem complacência sobre o quanto pode ser invasivo, o que dizer da situação de uma pessoa que entra numa empresa e é julgada o tempo todo por suas atitudes, palavras e comportamentos?

Além do que, para mim - como futura jornalista - assistir o programa na televisão, ler os blogs a respeito e assistir ao vivo (pela internet), me dá uma dimensão do quanto muitas coisas são manipuladas para agradar a determinados grupos, o que pode ou poderia virar uma notícia e o que definitivamente é entretenimento puro e simples.

Eu consigo sim ver que em um produto como o BBB é possível obter uma posição analítica da realidade e com isso aumentar o meu poder criticioso.

Por isso, eu pergunto:

Será mesmo para uma pessoa da comunicação não é importante estar aberta à isso?

26/12/2008

Emprego novo, porque eu mereço!




Se algum dia alguém te disser que empregos não batem à porta, duvide.
Eles não só batem a nossa porta, como estão ao lado de casa...rs

Depois de seis meses sem grana e com a auto estima láááá embaixo, eis que Papai Noel e Deus ouviram minhas preçes e me trouxeram um presente... Um emprego novo, perto de casa, de segunda a sexta e com um salário melhor do que eu ganhava antes.
Enfim, a paz!


Bom, como nem tudo são flores, infelizmente não é na área que eu estudo, mas com o que terei que desenvolver nas novas funções, o que eu aprendo na faculdade será de grande valia (eu creio!) e com isso usarei dessa experiencia para colocar em prática técnicas de entrevistas.


Para mim, será mesmo um ano novo, com vida nova.

19/12/2008

Madonna em São Paulo: Desrespeito e Decepção


Ganhei ingressos para assistir ao show de ontem (18/12/08) da cantora Madonna em São Paulo e ao chegar ao estádio (por volta das 23h - exatamente 1h após o início do show) fui barrada na portaria, pois os seguranças alegaram que não poderiamos mais entrar, visto que os funcionários da bilheteria já tinham se retirado do local e por isso não havia como conferir a veracidade dos ingressos.
Então, eu, minhas duas amigas e um grande grupo de pessoas ficamos o show inteirinho fora do estádio, apenas ouvindo.

Um absurdo, pois tinhamos o direito de entrar até mesmo para ouvir apenas uma música, se quisessemos, pois não havia NENHUMA informação quanto ao horário máximo de entrada no
show.
Quer dizer então que tudo bem ela atrasar 2h para começar o show e os fãs ficarem esperando, mas quando os consumidores-fãs não conseguem chegar a tempo por causa do transito maluco desta cidade, são BARRADOS na portaria como se tivessem infringido alguma regra?
Enquanto isso, os responsáveis pela bilheteria saíram de seus postos e foram assistir ao espetáculo, lindos e faceiros. Que ódio!

Resolvi escrever este depoimento pq estou indignada com a produção, mandei email para eles e gostaria de saber se alguma medida será tomada com relação ao ocorrido.

17/12/2008

Expectativas & Frustrações



Estava aqui pensando sobre como a minha vida não mudou em quase nada nos últimos dez anos e sobre como os planos que fazemos são apenas isso, planos.
Difícil explicar para mim mesma que quase tudo que sonhei ainda não se realizou. Mas será que por isso posso me sentir infeliz? Posso me dar esse "luxo"?

Estou passando por um período de total incerteza, sem trabalho, com dúvidas sobre a carreira que escolhi, com uma vida familiar não muito tranquila, sem amar e nem ser amada, longe de muitas pessoas que eu amo e com um saldo bancário de arrepiar os cabelos.

Mas daí observo à minha volta e percebo o quanto existem problemas tão mais significativos do que os meus e me pego pensando sobre qual o meu direito de me entristecer e achar não vou conseguir... que não adianta lutar e que na verdade, tudo o que eu acreditava ser não passa de uma farsa, um blefe interno.

Talvez eu consiga um novo emprego que fiz teste ontem, mas não estou feliz. Não é na área que eu estudo e sempre sonhei para minha vida...
Mas que porcaria !

Adianta nego virar e me encher de elogios quanto à minha suposta inteligência, mas eu mesma não ter conseguido sequer um estágio decente na profissão que eu escolhi?

Ai tem aqueles velhos clichês..." Ahhhh não esquenta, não era para ser" ou "Calma, uma hora vc consegue".

Poxa vida, até quando terei que viver o inferno de ganhar uma miséria que mal dá para pagar a faculdade e ter que trabalhar naquilo que eu não quero e não gosto, só para agradar os outros e ter dinheiro (ínfimo) no bolso?

Sei que é loucura, mas eu queria poder dormir e acordar com pelo menos isso resolvido na minha vida, como se uma fada viesse e me fizesse acordar desse sonho ruim.

Destesto me sentir fracassada e burra !

Me deprime, me faz sentir a pior das criaturas...

Afinal, o que é felicidade?

03/12/2008

Homem primata, capitalismo selvagem...


Vida de ESTUDANTE universitário é mesmo árdua, não é ?
Salas de aula cheias, professores desmotivados (alguns!), colegas "oba-oba" e um sem-número de dúvidas sobre as matérias, a profissão, o futuro, o passado, os caminhos...

Mas, se tem uma coisa que deixa qualquer estudante de cabelo em pé é o famigerado estágio. Ô situação difícil viu!?
Tem gente que é obrigada a estagiar para cumprir a grade do curso escolhido.
Contudo há os que desejam fazê-lo para integrar-se ao mercado e aprender na prática o ofício escolhido.
Porém, uma dúvida é inerente a qualquer colega de cadeira acadêmica: Por que diabos as empresas acreditam que estagiário não precisa de dinheiro e deve ganhar uma miséria?

Ok! ok! Eu sei ! As empresas usam a desculpa da vivência na profissão para explorar a mão de obra barata, inexperiente e muitas vezes desesperada para "entrar na área".
Mas será mesmo que eles acreditam que uma pessoa que ganha R$ 300,00 por mês estará motivada para fazer um trabalho de qualidade, com entusiasmo e dedicação?
Não, eu não acredito nisso!
A curto prazo, pode ser que o novato desempenhe bem seu papel e se esforce, mas trabalhando durante meses num ritmo pesado, nem o mais dedicado dos profissionais consegue se sentir motivado, sem o estímulo financeiro adequado.

Afinal, as empresas assumem o papel da "filosofia do lucro" sobre todas as coisas e o tão proclamado endomarkentig se desfaz, como em um discurso do time que perdeu o título no minuto final do campeonato.

Como quem parafraseia a Rede Globo, eu só posso dizer: "Exploração, a gente vê por aqui!"

23/11/2008


Em tempos de Barack Obama, comemoração do Dia da Consciência Negra (no Brasil) e hipocrisia fantasiada de "ser politicamente correto", faz-se mais do que necessário refletirmos e discurtirmos até onde o preconceito está infiltrado em nosso ideal de cidadãos.
Abaixo um artigo (por sinal, brilhante!) de Luiz Fernando Veríssimo, em que ele descreve as diferentes abordagens do racismo no mundo.

PS: O texto faz parte do livro "O Mundo É Bárbaro - E o que Nós Temos a Ver Com Isso", da editora Objetiva, lançado no ínicio deste ano.

Espero que gostem !

Suzana Matias

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A Questão

É difícil imaginar um negro como Barack Obama sendo eleito presidente - do Brasil. Dos Estados Unidos, talvez. Lá um negro já chegou a secretário de Estado, e foi substituído no cargo por uma negra. Desculpe: afro-descendente. Pelo menos não escrevi "um negão como Barack Obama", ou, para mostrar que não sou racista, "um negrinho".

A diferença entre um país e outro é essa. Lá o racismo é uma questão nacional. Aqui uma ficção de integração dilui a questão racial. E se a questão não existe, se ninguém é racista, por que nos preocuparmos com denominações corretas ou incorretas? Só quando a ficção é desafiada, como no caso das cotas universitárias, é que aparece o apartheid que não se reconhece.

Um dos marcos das relações raciais nos Estados Unidos não foi a primeira vez em que um negro interpretou um herói no cinema, provavelmente o Sidney Poitier. Nem a primeira vez em que um negro e uma branca, ou vice-versa, namoraram na tela. Foi a primeira vez em que um negro foi o vilão do filme. Colin Powell e Condoleezza Rice, que chegaram a secretários de Estado, e o próprio Obama, devem suas carreiras a esse vilão histórico, que significou o fim dos estereótipos e a aceitação, sem melindres, de que negro também pode ser ruim, igual a branco. Se a cor da pele não determinava mais que ele fosse sempre retratado como um inferior virtuoso ou uma vítima, também não o descriminava de outras maneiras. Powell e Rice levaram essa reversão de esteréotipos ainda mais longe. Os dois são do partido republicano. Como Clarence Thomas, único juiz negro da Suprema Corte americana que também é um dos seus membros mais conservadores.

Claro que a cor da pele vai ser um fato na eleição ou não do Obama, como o fato de ser mulher vai ajudar ou não a Hillary. Por isso mesmo, sua possível eleição seria uma prova dessa transformação da questão racial no país, uma vitória numa guerra por direitos iguais que lá - ao contrário do Brasil - nunca foi disfarçada, ou desconversada. Aqui a miscigenação significou que alguns quase-negros, ou só um pouco afro-descendentes, chegassem ao poder, mas miscigenação entre nós não tem significado integração por vias naturais, e sim apenas outra forma de despolitizar e adiar a questão.

Obama será o candidato dos democratas? Estão comparando sua campanha com a de Bob Kennedy, pelo entusiasmo que provoca numa faixa de idade que não se interessava tanto por política desde a mobilização contra a guerra do Vietnã. Li que 40 por cento dos americanos que podem votar este ano nunca conheceram outro presidente que não fosse um Bush ou o Clinton, e Hillary seria outro Clinton nessa dança de dinastias. Assim, Obama seria uma novidade em mais do que o sentido racial. Como se precisassem outros.

Na comparação com Bob Kennedy, claro, ninguém ainda lembrou (pelo menos não sem bater na madeira) que aquela novidade terminou numa poça de sangue, no chão de uma cozinha de hotel. Batamos todos na madeira.

20/11/2008

O revés da tecnologia

Nossa, faz tempo mesmo que não escrevo aqui!
Estou sem inspiração e com tanta coisa na cabeça que não tenho conseguido organizar o pensamento e colocar tudo no "papel".
As vezes é como se o mundo fosse nos engolir com tanta informação, com tanta coisa para aprender...
Há alguns dias assisti o making of do filme "Olga" e durante as entrevistas, a atriz Camila Morgado disse uma coisa que tem muito a ver com o que sinto e sei que muitos também sentem. Ela disse mais ou menos assim: "Talvez seja difícil para muita gente hoje dia entender, mas nossa geração é cheia de informação e pouca FORMAÇÃO".
E sabe, eu concordo plenamente com ela, pois observo as pessoas da minha geração e percebo que poucas são aquelas que tem uma base cultural bem estruturada, com acesso a arte, literatura, música de qualidade, exposições, documentários, cinema, livros, viagens e uma infinidade de coisas que auxiliam na formação do caráter e da personalidade de cada indivíduo.
Noto que, até mesmo na faculdade, nós - a maioria - pouco temos de conhecimento sobre como funciona, basicamente, a sociedade em que vivemos, a política, economia e as estratégias de sobrevivência nesse mundo cão que é a "vida lá fora".
Com isso, não conseguimos interpretar de forma proveitosa o que é transmitido pelos professores, porque para associarmos nossas vivências ao que aprendemos é necessário ter experiências que auxiliem na absorção das coisas não-obvias.
Temos, também, uma certa preguiça em nos extender em alguns assuntos, sem "saco" para ficar pesquisando...está tudo tão a mão, tão fácil e ao mesmo tempo tão pouco interessante.
Estes dias fiquei pensando no quão difícil deve ter sido a vida das pessoas no passado, (sem esta facilidade toda que estamos acostumados hoje em dia) para estudar, se informar e construir um repertório de conhecimento, mas, ao mesmo tempo, concluí que deve ter sido muito mais instigante investigar e aprender coisas diferentes.
Quando os educadores dizem que nossa geração é preguiçosa, eu sinto que devo concordar, pois hoje em dia poucos são os que se aprofundam nos assuntos, tudo fica sempre superficial e talvez seja porque temos acesso a tantas coisas, que nosso tempo seja curto para apreciar qualquer uma delas com mais profundidade do que as pessoas que viveram em outros tempos e que por isso tem a paciência e o hábito de ir mais fundo nas coisas.
Um exemplo disso é a falta de interesse da maioria dos mais velhos com a tecnologia, e mais precisamente a internet, pois para eles deve ser mesmo difícil lidar com tanta coisa ao mesmo tempo e continuar sendo focado.
São hipóteses, mas fico apreensiva pq acho que o nosso futuro talvez acabe sendo pequeno e raso, pois uma geração pouco fundamentada em suas convicções e sem vivência, pode acabar tornando-se pouco inovadora e fraca ideologicamente.
E você, o que acha?

04/11/2008

Barack Obama, o rosto de futuro


Belíssima, emocionante e histórica a vitória daquele que poderá mudar o destino de todo o planeta, Barack Obama.

Foram inúmeras as ironias desta noite, dentre elas:

* Um país reconhecidamente racista eleger um presidente negro, unindo-se num propósito de mudança, sem se render a preconceitos de cor, credo ou ideológicos.

* Um sujeito com os dois sobrenomes relacionados a grandes inimigos americanos (Saddan Hussein e Osama Bin Laden) conseguir chegar à disputa e se eleger de forma tão eloquente.

* A esposa e a filha mais velha vestidas de vermelho no primeiro discurso de Obama, justamente a cor do maior opositor do presidente eleito, o partido republicano.

* A vitória de um homem relativamente jovem e com uma história política curta e - até o momento - extremamente voltada para os interesses do povo e das minorias.

Foi muito bonito ver a emoção estampada nos olhos de Obama, sua gratidão aos que fazem parte de sua história, aos que fizeram desta a maior campanha eleitoral já executada em todo o planeta e principalmente a declaração de amor aos EUA e ao povo americano.

PATRIOTISMO

O comparecimento maciço dos eleitores para a votação e o choro do reverendo Jesse Jackson e dos muitos americanos presentes em Chicago, durante o discurso de Obama, foi uma incrível demonstração de respeito, preocupação, luta e esperança.

Muitos de nós falamos mal dos EUA e de sua gente, mas uma coisa ninguém pode negar: Os norte americanos AMAM seu país e lutam para que possam ser sempre uma nação forte, equilibrada e vitoriosa.

Foi uma lição de cidadania, respeito e dedicação!

MUDANÇA ??? YES, WE CAN!

03/11/2008

Jornalismo funcional

CQC, o melhor programa da Tv aberta na atualidade!
Informativo, cara de pau, inteligente, ousado e irreverente.
Foi paixão à primeira zapeada.