15/03/2009
Respostas
Será que consigo ser amiga de alguém que me incomoda?
Será que aquela teoria que diz que a gente não gosta nos outros exatamente o que a gente mais faz de errado, é verdadeira?
Será que um dia a gente consegue mudar e aceitar conviver com quem a gente gosta, sem ter que abdicar de nosso ponto de vista?
Affe...
Coração vazio, oficina da dúvida!
23/01/2009
O entretenimento que motiva
26/12/2008
Emprego novo, porque eu mereço!

Depois de seis meses sem grana e com a auto estima láááá embaixo, eis que Papai Noel e Deus ouviram minhas preçes e me trouxeram um presente... Um emprego novo, perto de casa, de segunda a sexta e com um salário melhor do que eu ganhava antes.
Enfim, a paz!
Bom, como nem tudo são flores, infelizmente não é na área que eu estudo, mas com o que terei que desenvolver nas novas funções, o que eu aprendo na faculdade será de grande valia (eu creio!) e com isso usarei dessa experiencia para colocar em prática técnicas de entrevistas.
Para mim, será mesmo um ano novo, com vida nova.
19/12/2008
Madonna em São Paulo: Desrespeito e Decepção

17/12/2008
Expectativas & Frustrações

Afinal, o que é felicidade?
03/12/2008
Homem primata, capitalismo selvagem...

Vida de ESTUDANTE universitário é mesmo árdua, não é ?
Salas de aula cheias, professores desmotivados (alguns!), colegas "oba-oba" e um sem-número de dúvidas sobre as matérias, a profissão, o futuro, o passado, os caminhos...
Mas, se tem uma coisa que deixa qualquer estudante de cabelo em pé é o famigerado estágio. Ô situação difícil viu!?
Contudo há os que desejam fazê-lo para integrar-se ao mercado e aprender na prática o ofício escolhido.
Ok! ok! Eu sei ! As empresas usam a desculpa da vivência na profissão para explorar a mão de obra barata, inexperiente e muitas vezes desesperada para "entrar na área".
Mas será mesmo que eles acreditam que uma pessoa que ganha R$ 300,00 por mês estará motivada para fazer um trabalho de qualidade, com entusiasmo e dedicação?
Não, eu não acredito nisso!
A curto prazo, pode ser que o novato desempenhe bem seu papel e se esforce, mas trabalhando durante meses num ritmo pesado, nem o mais dedicado dos profissionais consegue se sentir motivado, sem o estímulo financeiro adequado.
Afinal, as empresas assumem o papel da "filosofia do lucro" sobre todas as coisas e o tão proclamado endomarkentig se desfaz, como em um discurso do time que perdeu o título no minuto final do campeonato.
Como quem parafraseia a Rede Globo, eu só posso dizer: "Exploração, a gente vê por aqui!"
23/11/2008
Em tempos de Barack Obama, comemoração do Dia da Consciência Negra (no Brasil) e hipocrisia fantasiada de "ser politicamente correto", faz-se mais do que necessário refletirmos e discurtirmos até onde o preconceito está infiltrado em nosso ideal de cidadãos.
Abaixo um artigo (por sinal, brilhante!) de Luiz Fernando Veríssimo, em que ele descreve as diferentes abordagens do racismo no mundo.
PS: O texto faz parte do livro "O Mundo É Bárbaro - E o que Nós Temos a Ver Com Isso", da editora Objetiva, lançado no ínicio deste ano.
Espero que gostem !
Suzana Matias
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A Questão
É difícil imaginar um negro como Barack Obama sendo eleito presidente - do Brasil. Dos Estados Unidos, talvez. Lá um negro já chegou a secretário de Estado, e foi substituído no cargo por uma negra. Desculpe: afro-descendente. Pelo menos não escrevi "um negão como Barack Obama", ou, para mostrar que não sou racista, "um negrinho".
A diferença entre um país e outro é essa. Lá o racismo é uma questão nacional. Aqui uma ficção de integração dilui a questão racial. E se a questão não existe, se ninguém é racista, por que nos preocuparmos com denominações corretas ou incorretas? Só quando a ficção é desafiada, como no caso das cotas universitárias, é que aparece o apartheid que não se reconhece.
Um dos marcos das relações raciais nos Estados Unidos não foi a primeira vez em que um negro interpretou um herói no cinema, provavelmente o Sidney Poitier. Nem a primeira vez em que um negro e uma branca, ou vice-versa, namoraram na tela. Foi a primeira vez em que um negro foi o vilão do filme. Colin Powell e Condoleezza Rice, que chegaram a secretários de Estado, e o próprio Obama, devem suas carreiras a esse vilão histórico, que significou o fim dos estereótipos e a aceitação, sem melindres, de que negro também pode ser ruim, igual a branco. Se a cor da pele não determinava mais que ele fosse sempre retratado como um inferior virtuoso ou uma vítima, também não o descriminava de outras maneiras. Powell e Rice levaram essa reversão de esteréotipos ainda mais longe. Os dois são do partido republicano. Como Clarence Thomas, único juiz negro da Suprema Corte americana que também é um dos seus membros mais conservadores.
Claro que a cor da pele vai ser um fato na eleição ou não do Obama, como o fato de ser mulher vai ajudar ou não a Hillary. Por isso mesmo, sua possível eleição seria uma prova dessa transformação da questão racial no país, uma vitória numa guerra por direitos iguais que lá - ao contrário do Brasil - nunca foi disfarçada, ou desconversada. Aqui a miscigenação significou que alguns quase-negros, ou só um pouco afro-descendentes, chegassem ao poder, mas miscigenação entre nós não tem significado integração por vias naturais, e sim apenas outra forma de despolitizar e adiar a questão.
Obama será o candidato dos democratas? Estão comparando sua campanha com a de Bob Kennedy, pelo entusiasmo que provoca numa faixa de idade que não se interessava tanto por política desde a mobilização contra a guerra do Vietnã. Li que 40 por cento dos americanos que podem votar este ano nunca conheceram outro presidente que não fosse um Bush ou o Clinton, e Hillary seria outro Clinton nessa dança de dinastias. Assim, Obama seria uma novidade em mais do que o sentido racial. Como se precisassem outros.
Na comparação com Bob Kennedy, claro, ninguém ainda lembrou (pelo menos não sem bater na madeira) que aquela novidade terminou numa poça de sangue, no chão de uma cozinha de hotel. Batamos todos na madeira.
20/11/2008
O revés da tecnologia
04/11/2008
Barack Obama, o rosto de futuro
Foram inúmeras as ironias desta noite, dentre elas:
* Um país reconhecidamente racista eleger um presidente negro, unindo-se num propósito de mudança, sem se render a preconceitos de cor, credo ou ideológicos.
* Um sujeito com os dois sobrenomes relacionados a grandes inimigos americanos (Saddan Hussein e Osama Bin Laden) conseguir chegar à disputa e se eleger de forma tão eloquente.
* A esposa e a filha mais velha vestidas de vermelho no primeiro discurso de Obama, justamente a cor do maior opositor do presidente eleito, o partido republicano.
* A vitória de um homem relativamente jovem e com uma história política curta e - até o momento - extremamente voltada para os interesses do povo e das minorias.
Foi muito bonito ver a emoção estampada nos olhos de Obama, sua gratidão aos que fazem parte de sua história, aos que fizeram desta a maior campanha eleitoral já executada em todo o planeta e principalmente a declaração de amor aos EUA e ao povo americano.
PATRIOTISMO
O comparecimento maciço dos eleitores para a votação e o choro do reverendo Jesse Jackson e dos muitos americanos presentes em Chicago, durante o discurso de Obama, foi uma incrível demonstração de respeito, preocupação, luta e esperança.
Muitos de nós falamos mal dos EUA e de sua gente, mas uma coisa ninguém pode negar: Os norte americanos AMAM seu país e lutam para que possam ser sempre uma nação forte, equilibrada e vitoriosa.
Foi uma lição de cidadania, respeito e dedicação!
MUDANÇA ??? YES, WE CAN!
