24/08/2016

Auto lembrete: NÃO INVESTIR EM RELAÇÕES VAZIAS




Quando tudo começou achei que talvez pudesse ser uma coisa bacana. E foi!
Teve afinidade, teve intimidade, teve risada, teve pegada... Foi A NOITE!

Daí veio a mentira, a descoberta, a decepção...
E eu insisti!
Insisti porque senti meu desejo gritando mais que minha consciência.
Arrisquei!

Só que o tempo passa, a história não evolui e vem a sensação de vazio e desimportância.
E então meu desejo também começa a cessar, ao mesmo tempo que a vontade de ter a atenção permanece...

Foi bom, mas como “ela” bem disse, se trata de uma relação com prazo de validade e que agora ou mais pra frente será frustrante.

Eu sei! 
E estou me desconectando, mas ainda não sou capaz de cortar...

Bora viver! Sem precipitação, com calma e mais observando do que atuando.

Não será a primeira e muito menos a última.

Segue o jogo.

18/07/2016

Repetição


E mesmo depois de tantas mudanças, de um ano e meio de análise e de novas pessoas terem passado pela minha vida, eis que me pego novamente insegura, com medo de desagradar e não ser boa o suficiente.

Apareceu um novo cara! E não, não é romance! Ele só quer farra e eu expliquei que preciso de algo a mais, mas mesmo assim ele continua no foco DELE. Enfim, ele quer sexo e eu tava a fim de envolvimento.

O fato é: Ele atiçou tanto que conseguiu que eu ficasse com vontade também e agora sou eu quem não paro de pensar...HAHAHA

Resta agora decidir: Vou ou não vou? Parto pra cima ou corro de uma possível cilada?
E o medo? E a insegurança sobre mim?

Ontem uma amiga disse uma coisa que tem e faz todo o sentido...  “Não tem segurança? Pois finja que tem até que não precise mais fingir... Domine! Satisfaça o seu desejo e não tente agradar”.


Precisando internalizar isso e ir lá e matar A MINHA VONTADE. Ele que se foda com o falocentrismo dele e com toda a sua falta de delicadeza.

Preciso resolver isso! E tem que ser logo!

19/08/2014

Levanta, sacode a poeira...



Porque em tempos de OLX, a palavra de ordem é DESAPEGA!


17/08/2014

Livros abertos




Admiro profundamente pessoas que sabem guardar seus segredos, suas venturas e desventuras, aquelas que são discretas por natureza.

E é pensando nisso que mais uma vez me pego divagando no por quê de não conseguimos guardar as coisas para nós mesmos...

Apesar de saber que ninguém realmente está interessado no que se passa em nossas vidas, a gente vai lá abre, conta e se diverte com risos fáceis e conselhos fúteis. Só pra depois descobrir que na verdade o que o outro achou é que foi tudo ridículo e que você não passa de um idiota.

Pois é, o fato é que quando a gente fala demais, sempre se arrepende...

Começo a desconfiar que a necessidade de alardear as vitórias e compartilhar pequenas alegrias, seja apenas mais um sintoma da insegurança e baixa autoestima latentes.

Falar menos, ouvir mais. POR QUE ISSO É TÃO DIFÍCIL?

09/08/2014

Aceita, que dói menos!



Eu queria entender qual o problema que as pessoas tem em assumir que gostam de cultura popular? Seria isso medo de parecer inculto? Ah vá! 

Eu gosto de Luan Santana, gostava do "Vai dar namoro" ("Hj nao Faro!"), adoro BBB, li livros de autoajuda (Que até foram bem úteis!), sempre fui noveleira e apaixonada por axé music.
E nada disso me diminui como ser humano e muito menos me impede de apreciar outras tantas coisas bacanas. 

O fato de me divertir e usar meu tempo para coisas que me acrescentam muito não deveria ser motivo pra que eu não pudesse relaxar e usar outras partes do meu dia para me divertir despretensiosamente.
No final, se me faz feliz é o q realmente interessa. 

21/11/2013

Em Chamas e a insaciável sede de oprimir


A continuação de Jogos Vorazes conseguiu ser ainda mais eletrizante que seu antecessor.
Com uma trama cheia de surpresas, "Em Chamas" é envolvente, assustador e ao mesmo tempo cheio de citações perfeitamente cabíveis em nossa sociedade.

Após ter desafiado a estrutura montada pelos organizadores dos Jogos Vorazes, Katniss Everdeen tem que enfrentar novamente o sistema e lutar contra os vencedores de outras edições do programa para defender a vida do povo de Panem e das pessoas que mais ama.

Um filme quente, que fala de amor, responsabilidade, senso de justiça, vingança, manipulação, alienação, revolta, luta e conspiração.

Emoção do começo ao fim.

Vale cada centavo!

Dilemas de uma democracia



E a polêmica do momento é a questão da liberação ou não das biografias sem autorização prévia, o que levanta questões como censura, invasão de privacidade, o limite dos direitos coletivos em detrimento dos individuais e as falhas na aplicação das leis.

De um lado, editores de livros, biógrafos e toda a classe jornalística levanta a bandeira para a liberdade total e irrestrita de publicações de biografias, sem que seja preciso autorização da pessoa em questão.

Em contrapartida, no lado oposto dessa briga estão nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Roberto Carlos, Djavan e vários artistas que se sentem invadidos em seu direito a privacidade, por biografias não autorizadas e sob as quais eles não possuem nenhum ganho financeiro.

Como jornalista e cidadã, obviamente sou totalmente a favor da liberdade de expressão e informação, porém as pessoas tem que tender que mesmo tendo meios para se defender de coisas publicadas/comercializadas, aos atingidos resta apenas remediar os estragos.

A discussão em si é realmente complexa, porém o fato é que vivemos num mundo onde a privacidade das pessoas vem sendo violada com frequência - não apenas no caso dos artistas, mas sim em todas as esferas da sociedade - ao mesmo tempo em que as leis não são cumpridas com a devida rapidez e rigor.

Na verdade, o que está sendo discutido é muito mais amplo do que a questão das biografias.
Estamos falando sobre direitos e deveres e isso é o que realmente precisa ser levado em consideração, ao invés de picuinhas de classes.

Obviamente, para o mínimo de funcionamento de uma democracia, precisamos estar atentos a todas as tentativas de tolher o direito de nos expressarmos de forma livre, autônoma e lúcida, porém é imprescindível refletir sobre as leis e criar formas mais duras de punir ofensas e excessos.

Realidade nua e cruel


Narrado com precisão e objetividade por Caco Barcelos, “Rota 66” foi um dos livros mais difíceis que já li na vida.

A violência, a maldade e a frieza de alguns policias - aliada a conivência da imprensa e incentivo de um sistema que premia e absolve quem mata mais - é assustadora até mesmo para quem sabe que de inocente este mundo não tem nada.

Trata-se de um trabalho relativamente antigo, mas tremendamente atual em tempos de “Amarildos” e escândalos envolvendo policiais e provas forjadas contra manifestantes.

Do ponto de vista jornalístico, trata-se de um livro extremamente corajoso, baseado em dados obtidos durante um minucioso e arriscado processo de investigação, que resulta em um grande objeto de estudo sobre apurações jornalísticas.

Definitivamente “Rota 66” é daquelas obras dignas de nos fazer perder a fé em tudo mais que nos cerca. Um livro pra quem tem estômago!

19/06/2013

O que queremos?



Participei anteontem da manifestação na Praça da Sé e foi uma momento de reflexão muito grande acerca de tudo que vi estando lá e o que havia visto antes na mídia.

Para começar posso dizer que foi lindo ver que a mobilização social e todo o desejo de mudança que estava claro no rosto das pessoas.
Contudo é preciso observar que para mudar é preciso não só reclamar, mas sim propor ideias que possam ser executadas, assim como aconteceu com a exigência na revogação do valor das passagens.

Devemos perceber que existe uma grande diferença entre aderir a um protesto e fazer volume sem pensar e nem trazer nada de novo a ele.
E digo isto por ter visto que muitas pessoas estavam lá, mas encaravam a manifestação como um evento e não como uma causa importante.
Vi gente com cervejinha na mão pulando como se estivesse numa micareta, gritando indignada enquanto jogava a embalagem do que comia no chão e tirando foto com a multidão de fundo - numa espécie de Rock in Rio #EuFui .

Todo mundo quer ser o herói de uma geração, aquele que lutou e fez história, mas a pergunta é: COMO?

Este é o momento para nos engajarmos politicamente e conhecermos mais sobre como funciona nosso sistema. Falta maturidade e consciência política!
Estamos condicionados a levar as coisas na maciota, alienados num mar de informação, sem assimilar as ideias vindas de todos os lados.
Somos acostumados a ver, achar legal e compartilhar, tudo isso sem ir atrás de outras fontes e nem verificar a veracidade das informações.

É necessário mostrar a insatisfação? Sim! Mas também é importante saber sobre o que se fala para então propor mudanças argumentando e trazendo transformações de verdade.

Gritar contra a corrupção ou a favor da educação, segurança, transporte e saúde é louvável, mas o mais legal é poder chegar e dizer que é contra a PEC 37, que exige a condenação dos culpados pelo mensalão, o fim do foro privilegiado e a aprovação do projeto que criminaliza a corrupção.

Fora isso podemos sair às ruas para apoiar as súplicas de professores, policiais e médicos que sonham em ter melhores condições de trabalho, a começar pelos salários.

O que não dá é para sair bradando contra tudo ao mesmo tempo e assim descaracterizar o significado de cada manifestação que houver.

Não desmereço aqui a presteza e a colaboração de todas as pessoas que se dispuseram a sair às ruas para tentar mudar alguma coisa, mas só espero que nada disso seja em vão.

Afinal, o que queremos?
Ser a capa do jornal do dia seguinte ou a matéria digna dos livros de história?


18/06/2013

Quem tudo quer, nada tem.



O que aconteceu ontem foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, pois mostra que o Brasil não é um país de gente passiva, que só se manifesta quando o assunto é futebol ou carnaval.
A tomada das ruas feita por mais de duzentas mil pessoas em todo o país reflete claramente o grau de insatisfação da população com inúmeras situações com as quais convivemos cotidianamente.

Todavia, há que observar que o motivo original desde o início do movimento é a redução das tarifas do transporte público e seria importante que as pessoas, por hora, se concentrassem na base desta questão até a resolução do problema.

Sabemos que há uma demanda enorme de coisas que destroem a autoestima do povo brasileiro, porém se não focarmos no motivo principal todo o protesto cairá no vazio das coisas imensuráveis.

Se tornarmos a manifestação um ato de "descontentamento’ ou ‘insatisfação geral’ ela acabará não tendo resultado prático, pois não terá foco, e é isso que o poder público deseja. Eles não querem a discussão sobre o transporte, muito menos que as pessoas possam ter influência prática nos rumos das políticas públicas através de ações diretas.

Lutar contra a corrupção, a PEC 37 ou os gastos exorbitantes e mal utilizados para a Copa do Mundo é tão importante quanto gritar por saúde, educação e segurança públicas mais dignas, contudo é preciso ser objetivo para atingir o primeiro ponto e então ir em busca de todas essas outras coisas.

Na verdade, muita gente não percebe que para se conseguir resultado é preciso causas concretas e propostas coerentes.

Neste momento, além da diminuição do valor das tarifas de ônibus, uma boa causa para se fazer ouvir e conseguir atingir a questão da corrupção é sair às ruas exigindo que todos os pedidos de recursos dos condenados do mensalão sejam negados pelo ministro Joaquim Barbosa.

Outro motivo claro para reclamar por direitos é a votação da PEC 37 - emenda constitucional que limita os poderes de investigação do Ministério Público e que com isso pode se tornar uma forte arma a favor da impunidade - que será votada em plenário no próximo dia 26/06.

Para finalizar, há que se atentar para as reais motivações de adesão aos protestos, pois as manifestações foram e são legítimas, mas é preciso tomar cuidado para que o ato de participar de um evento desta magnitude não esvazie as causas em si.

Não se trata de um show de rock!