05/09/2011

Iniciativa e Acabativa



Isto é um teste de personalidade que poderá alterar a sua vida. Portanto, preste muita atenção.

Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias.
Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras têm pouca.

Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim.

Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos - sem contar os burocratas.

* Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.

* Iniciativos são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória. Acabativa é o ponto fraco desse grupo.

* Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.

Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.

Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores - entre os quais me incluo - morrem pobres.

Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros -dizem as más línguas que até copiou algumas.

Essa classificação explica porque intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo.

Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.

Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.

Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável.

Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se.

Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como sócio um acabativo. Há um ditado chinês, "Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado para os dias de hoje.

Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)

(Editora Abril, Revista Veja, edição 1572, ano 31, nº 45, 11 de novembro de 1998, página 22)

Construindo laços



Existem momentos na vida que tudo que desejamos é sermos bem aceitos, benquistos, quiçá admirados. Contudo, é exatamente nesses momentos que o bom senso deve prevalecer e nos ajudar a policiar nossas atitudes para não nos tornarmos inconvenientes.

Imagine a seguinte situação:

Você acaba de iniciar um romance com um homem que é a sua cara. Tem os mesmos gostos, é divertido, vocês batem aquele papo gostoso, se dão bem fisicamente... Enfim, é por ele que você anda flutuando.
Daí, um dia ele te leva para um programa com os amigos dele pela primeira vez, e você, na ânsia de promover sua simpatia, charme e beleza, enfia o pé na jaca e já chega dançando, chamando todo mundo por apelidinhos, contando mil histórias, se intrometendo nas conversas, pegando, cutucando e abraçando geral e, é claro, marcando território e dando foras em todas as mulheres amigas do cara.
Pronto! Está feita a imagem de louca, espalhafatosa e chata mediante a galera do cara.

Afinal, intimidade é coisa que se conquista com o tempo. Não adianta forçar!
Do contrário fica "over" e pode ser extremamente constrangedor.

Outra situação é aquela em que tentando ser engraçados, passamos dos limites.
Tal como quando seu amigo acaba de terminar um casamento, está extremamente fragilizado e mal pode ouvir falar em relacionamentos amorosos que já descamba a chorar.
Então você, do alto de sua sabedoria humorística, resolve lançar piadinhas sobre as agruras do casamento ou ficar relembrando de fatos que marcaram a vida dele com a ex.
Não satisfeito com as gafes, você resolve convidá-lo para sair de casa, a fim de se divertir um pouco, distrair a cabeça e relaxar. Mas você, o espertão, o convida para um jantar na casa de amigos onde todos os demais estarão acompanhados e devidamente apaixonados.
Parabéns! Você acaba de ser promovido a idiota tamanho família.

Ok! Você falou e fez o que fez no intuito de levantar a bola de seu amigo, mas será que em algum momento pensou que, aos olhos dele, suas atitudes poderiam denotar que você não tem o mínimo de solidariedade, de noção de amizade e de senso crítico?

Na realidade, seja qual for o laço que tivermos com alguém, é preciso um certo distanciamento, no sentido de perceber até onde podemos ir. Afinal, nem todo mundo gosta de gente hiper-mega-power animada ou de gente que fala e faz coisas sem se preocupar com os sentimentos alheios.

16/08/2011

Panos de chão




Hoje novamente assistindo às novelas, me peguei pensando no quanto alguns homens tem sido retratados como vilões, cheios de interesses, praticidade e falta de escrúpulos.

Em contrapartida, o sexo feminino vem sendo mostrado como se fossemos todas tolas, vulneráveis, sentimentais e solitárias. Em suma, um prato cheio para aproveitadores cheios de lábia e malemolência.

Numa das cenas, assisti estupefada uma mulher de sabe-se lá quantos anos, afirmando que para ser alguém de verdade, nós devemos nos sujeitar a tirania masculina (não necessariamente a física), para aplacar a solidão que por vezes nos faz sentir o pior dos seres vivos ou simplesmente para seguir mantendo as aparências e o mínimo de respeito.

Quem são estas pessoas? Sobrevivem de migalhas por não suportar a falta de alguém? É isso?

Será mesmo que na vida real somos esse bando de carentes levadas no bico, por gente mal caráter e sem capacidade de sentir afeto?

#MEDO

E vc, acredita que as novelas têm exibido um retrato fiel da realidade?

06/08/2011

A mexicanização da namoradinha do Brasil



Há tempos tenho observado o modo histérico com que algumas mulheres são retratadas em nossa teledramaturgia, contudo de algumas novelas para cá a incidência desse tipo de personagem vem se tornando tão frequente que chego me irritar com a quantidade de ilustres desequilibradas, ansiosas e impulsivas.

No momento, o que mais me intriga é por que cargas d´água a Regina Duarte precisa tanto fazer caras, bocas, gestos e trejeitos? Será que já não basta o ridículo torcicolo que a faz pender a cabeça toda vez que algo não vai bem com a personagem que está interpretando?

Nossa! É impossível assistir à novela "O Astro" sem se irritar com a maneira charlatanesca com a Regina vem conduzindo sua personagem.
É um tal de fechar os olhos e fazer aquela cara de louca quando está com raiva, torcer o pescoço para parecer magoadinha, ou ainda andar se esgueirando feito uma cobra para mostrar superioridade sobre outros personagens.

Isso faz parte mesmo da interpretação?
O que me parece é que há várias novelas vejo sempre a mesma personagem, com apenas nomes trocados.

Cadê aquele talento de só pelo olhar mostrar todo ódio que sente ou ainda mostrar irritação e descontrole sem fazer biquinho ou encher as bochechas de ar?

Fico aqui pensando, será que antigamente o nível de atuação memorável era esse ou hoje nós é que estamos acostumados com uma padrão onde as sutilezas são mais apreciadas do que a enorme falta de delicadeza da tal namoradinha do Brasil?

Parece atriz de novela mexicana, com aqueles dramas enoooooooormes e suas "canastrices" peculiares.

Talvez uma solução viável para a intérprete de Clô Hayalla seja viver uma grande e inescrupulosa vilã em outro folhetim. Com direito à dureza de postura e menos melodramas "Helenísticos".

23/07/2011

A partida de Amy mostra a cara do que não queremos ver



Triste!
A morte de Amy Winehouse reabriu em mim a chaga pulsante da dor por aqueles que sucumbem à droga. A maldita DROGA!

Que sensação horrível de impotência, de que mais uma vez perdemos.
Porque sim, todos perdemos! Perdemos uma cantora maravilhosa, uma mulher interessante, um talento esplendoroso e acima disso tudo: Um ser humano carente e generoso, que foi tragado pela maldição do vício.

A penosa sensação a que me refiro é a de que até quando viveremos nesse inferno e quantos outros seres humanos ainda se perderão?

Desejo sinceramente que este triste desfecho sirva de exemplo a pelo menos um viciado. Que ele pare e realmente pense sobre o que está fazendo de sua vida.

Já aos que sorriem e dizem: "Ah, já foi. Esquece!", só posso dizer que antes de jogar pedras e fazer escárnio do triste destino de Amy e tantos outros que se foram por conta das drogas, seria interessante refletir sobre o poder do vício na vida das pessoas, pois, muita gente acha que viciado é um vagabundo, sem noção, que na tentativa de aparecer acaba se perdendo. Mas a coisa é muito mais complicada do que parece...

Quantas vezes, ao nos depararmos com alguém que nos balança o coração não nos deixamos levar pela idéia de que "com a gente vai ser diferente", mesmo sabendo que a pessoa em questão é um(a) canalha de marca maior?

Afinal, quem entra numa cilada sabe onde está se metendo, mas mesmo assim insiste. Não para morrer, mas talvez para fugir de coisas com as quais não sabe lidar. Como a carência, por exemplo!

Para mim, as drogas são como paixões transloucadas. No começo levam aos céus, mas com o passar do tempo, trazem muitos dissabores.
Triste saber que nesse caminho a volta por cima se torna tão difícil.

Afinal, excessos serão sempre excessos!

14/07/2011

Cuidando da vida alheia



Para quem me conhece e sabe a maneira que penso, pode parecer incoerente o que vou dizer neste post, mas sim eu tô de saco cheio de tanto holofote em cima da diversidade sexual existente entre as pessoas!

Ok! Concordo, respeito e assino embaixo de que todas as formas de amor são válidas, mas será mesmo que ficar falando o tempo todo sobre o mesmo assunto vai fazer com que as pessoas que discordam passem a aceitar e colocar em prática a tolerância?

É um tal de quantos homossexuais a novela atual tem, polêmica e luzes sobre as declarações homofóbicas de um ou outro ignorante, transsexualidade - sem o mínimo contexto - em BBB, discussão em programa de auditório sobre o acréscimo de mais uma letra à sigla LGBTTS (Agora temos a letra "I" na sigla, que fica LGBTTIS)...
Enfim são tantas as menções à sexualidade alheia que eu me sinto quase que como expectadora da vida privada de todo mundo.

Agora me diga: PARA QUE EU PRECISO SABER SE FULANO GOSTA DE TRANSAR COM MENINOS, MENINAS, TRAVESTIS, TRANSEX E TODA A PLURALIDADE SEXUAL DO MUNDO?

Será mesmo que esfregar na cara das pessoas que o homossexual é um ser humano como outro qualquer, vai fazer com que sejam aceitos como tal?

Não seria tão mais fácil a conscientização natural, isto é, as coisas serem mostradas como qualquer outra realidade que vivemos no dia a dia, sem afetações, babados, confusões e gritarias?

Afinal, quando vc se apresenta para alguém vc diz: Oi, meu nome é Fulana, tenho 30 anos e gosto de sexo selvagem com meninos bem dotados?
Acho que não...

O que parece é que o mundo tem ficado pequeno demais para tanta gente querendo cuidar da vida alheia e que a cada dia as pessoas tem se importado cada vez menos com questões da sua própria vida, ou em como resolver problemas sociais realmente importantes.

Minha crítica, de forma nenhuma, reclama dos direitos adquiridos pelos homossexuais. Muito pelo contrário! O que comento aqui é sobre o excesso de exposição a que as pessoas estão sendo levadas, pois não acredito que ficar levantando insistentemente uma bandeira em favor de algo que se é vai mudar o pensamento de gente intolerante e irracional.

Não sei, mas começo a crer que o excesso de exposição sobre a a vida sexual - em especial a dos gays - tem trazido mais dissabores do que benefícios, pois ao discutirmos somente as preferências sexuais, em detrimento das idéias das PESSOAS, voltaremos ao estágio primitivo, onde praticar sexo era mais obrigação do que prazer.

Todo excesso faz mal!
E mendigar o direito de ser igual, faz de qualquer minoria um esteriótipo de si mesma.

27/06/2011

De Pernas Para o Ar - O filme



Neste feriadão aproveitei para curtir os amigos e assistir alguns filmes que eu já estava namorando faz tempo.

Bom, falarei hoje sobre o filme "De Pernas Para o Ar".
Uma comédia que mostra as inseguranças, os dissabores, as descobertas e outras tantas questões que envolvem o mundo das mulheres modernas.

O foco da película está no valor que algumas mulheres dão ao lado profissional, em detrimento de sua vida social e pessoal.
E é exatamente neste ponto que a produção cumpre bem sua função, pois deixa evidente, entre as tantas dúvidas da protagonista Alice (vivida pela atriz Ingrid Guimarães) que não basta tentar ser perfeita no mundo corporativo, enquanto sua vida fora do trabalho está abandonada, seu filho te vê quase como uma estranha e seu casamento está a beira da falência devido a falta de diálogo, companheirismo e é claro, sexo.

Por outro lado, as situações engraçadas do filme passam bem aquém do que se espera, pois os diálogos um tanto clichês, os tombos milimetricamente trabalhados, o excesso de piadas com brinquedos sexuais e um certo exagero nas caras e bocas, o tornam um tanto previsível e fraco em termos de humor.

A sensação que ficou foi a de que algo faltou, que as atuações poderiam ter sido um pouco menos afetadas e mais eficientes no fazer rir.

Típicas comédias americanas talvez não sejam o forte do nosso cinema nacional.
Quem sabe o humor inteligente e sagaz, como no filme Divã, seja mais o nosso tom de comédia?

25/06/2011

Dormir é para os fracos



Tem um monte de coisas que eu odeio, contudo uma coisa que posso afirmar sem sombra NENHUMA de dúvida, é que a gastrite atacando no meio da madrugada é uma das que mais me irritam.

Daí que não posso tomar bebidas alcoólicas, chás, café e muito menos coca-cola.
Não posso comer bobagens gordurosas, frutas ácidas, salsicha, salame, nem nada com massa de tomate.
Não posso fumar, tomar antiinflamatórios, temperar minhas saladinhas com limão e muito menos ingerir algo que provoque qualquer tipo de acidez estomacal.

Resumindo, MORRI!

20/06/2011

E volta o cão arrependido...




É, eu voltei para a academia!
Depois de alguns anos parada e uns 35 quilos a mais do que deveria, percebi que não dá mais para adiar, que ficar tomando remédio contra obesidade (sem auxílio de atividade física) não me ajudou em nada, visto que tudo que perdi acabei ganhando de novo e que o peso em excesso tem tornado minha vida bem mais difícil do que deveria.

Agora, o que ainda não consigo é dizer: "Noooossa, como ir à academia me faz bem, dá prazer... - e todo aquele blá blá blá tão conhecido dos marombeiros de plantão.".

Não! Para mim, ainda é um sacrifício ficar andando 30 minutos naquela bendita esteira, levantando peso para pernas, braços, costas, peito... E saber que mesmo depois de toda dor, ainda não consegui perder um mísero quilinho.

Aliás, algumas coisas me intrigam, como o fato de eu nunca saber se estou fazendo os exercícios corretamente, se a velocidade da caminhada na esteira está correta para o meu objetivo e por que diabos aquele banquinho da bicicleta ergométrica é tão ruim?

Por mais que lá exista um instrutor que me dá as noções básicas de como fazer cada atividade, ainda fico cheia de dúvidas, pois ele diz como faz, vira as costas e vai ensinar outro aluno. Ele não me acompanha em pelo menos uma bendita série e eu, como novata que sou, fico perdidinha da silva.

Ok, ok! Você pode estar ai pensando: "Mas por que cargas d´àgua esta mulher não pede ao instrutor que a acompanhe nas atividades?", e eu te respondo: "Porque simplesmente ele está sozinho para atender uns 20 alunos, ele não é meu personal trainer e sim, eu tenho vergonha de ficar pedindo ajuda e ele me olhar com aquela cara de quem me acha uma anta!".

O fato é que eu estou me obrigando a fazer atividade física (Coisa que não gosto!), com exercícios aeróbicos e de musculação (Que eu acho chaaaaatos!), num lugar que ainda me sinto insegura, sem saber o que estou fazendo e que não tenho a menor esperança de conseguir chegar ao meu objetivo.

E o que torna tudo isso mais "engraçado" é que semana passada, mesmo tendo sido minha primeira semana, faltei dois dias, senti uma tremenda dor na consciência e até uma certa falta de fazer, pelo menos, a esteira.

Daí fico pensando: "Insisto nesta tentativa de melhorar minha vida ou chuto o balde e assumo que não tenho força de vontade para ficar me matando de andar e puxar peso?".

26/05/2011

Uma pergunta

Por que é que eu tenho que ter todas as respostas?